sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

:x

Me deixa dizer, explicar a você o quanto de ti a em mim. Preciso mostrar que nada é como parece, que dentro de mim a alguém que te quer tanto bem e que anda pensando e fazendo planos de você. Dentro do alguém que sou, existe um alguém que sonha num futuro com você sem que o alguém que sou tenha percebido até agora. Esse alguém precisa de você, mas eu já disse isso. Esse alguém admira você, mas eu também já disse isso. Admira o seu jeito de olhar, de falar, de abraçar, de cantar *-* e como admira! Esse alguém aqui de dentro do meu alguém, vive um pouco do seu alguém também.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Amor, com 'A', maiúsculo.

O meu amor sentiu pena, sentiu, eu sei. Ele viu que durante todo esse tempo eu dei o melhor. Tentei ser certa e fazer o certo. Viu que por ele eu enfrentei céus e terras, 'Deus e o mundo', por esse sentimento. Ele é testemunha do quanto quis que crescesse, fosse feliz e desse bons frutos. Mas ele estava sempre distante. As mãos que se encontrava o levava cada vez mais pra longe e durante todo esse tempo, pouco a pouco, o vi mais distante. As mãos que estava, estavam cada vez mais seguras e tinham outros planos, por isso o amor ficou longe. Desde então, de tal distância, passei a vê-lo cada vez menor. Resolvi dar um tempo, esquece-lo. Inútil. Resolvi então resgatá-lo. A saudade de vê-lo grande, como era, estava presente. Saudade de vê-lo, senti-lo em mim. Assim, vi que por mais que chegasse perto, não fazia sentido, por mais que diminuísse a distancia o tamanho era o mesmo! A distancia, os quilômetros que estávamos, não era o motivo de vê-lo tão minúsculo. Não mais. Só agora, de perto novamente, percebi que o amor não está mais naquelas mãos de antes. Tinha sido colocado sobre uma mesa no cantinho do quarto da bagunça. Aquelas mãos, depois de um tempo voltaram a procura-lo mas, de tão pequeno, se tornou impossível acha-lo entre tanta bagunça, onde foi forçado a se misturar. O amor tão lindo, perfeito e bem cuidado, como sempre foi, no meio de tanta desarrumação e tanta sujeira, naquele canto. O amor se viu pequeno, e pior, eu o vi tão pequeno diante do que foi. Não faz mais sentido, tanta alegria, tanto carinho, respeito, tanta compreensão e tanto aconchego para um amor tão frágil, que, talvez, nem suportaria tanto. Tudo o que foi, continua da mesma forma. Eu e todas essas atitudes mas o amor não. O amor pulou da mesa tentando ir ao meu encontro mas, de tão pequeno, frágil, mal alimentado e mal cuidado, por aquelas mãos que um dia lhe dei, espatifou-se e morreu de uma queda tão boba que comparada a antes só teria sido um belo salto. O meu enorme, forte e lindo amor, se foi. Só restou um minúsculo fraco e agora morto amor. Faça dele o que quiser, não sei se acredito em ressurreição.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

de quem tem medo, o medo passa com o vento;

Ainda estavam suados, ofegantes, como sempre na mesma situação. Deitados um do lado do outro, talvez por cima, um tanto quanto. Se olhavam, em silêncio. No olhar, a quietude dos amantes, sempre a espera de um vestígio de barulho, aquela que diz tantas coisas, tantas coisas, sem ser preciso dizer nada. As bocas entreabertas, tão próximas, suplicantes por mais beijos, soltavam a respiração alta, entrecortada, impossível não se ouvir. Ela, tão frágil, desnuda. Sem a maquiagem e as roupas. Sem ter algo com o que se esconder diante daquela figura imponente, forte, que a queria tanto, independente de nada e nem ninguém, naquele momento eu só o que queria, a queria. Ah, sim, ela era mulher, sentia-se assim: mulher. Os cabelos lisos descendo pelos seios belos, simetricamente perfeitos, dos bicos minúsculos e rosados. Era tão cheia de detalhes. Detalhes esses tão conhecidos por quem está ao seu lado. Pois que era mesmo. Aquele corpo ofegante perto do seu era velho conhecido. Os dois amantes já não encontravam mais tantas surpresas ao se amarem, uma vez que tudo o que havia de novo foi desvendado. Ela, que tbm conhecia cada detalhe do corpo, podia citar de olhos fechados todas as marcas adquiridas de um tempo pra cá, cada mínima parte era sua, pertencia-lhe. E mesmo assim, desejava-o tanto, na sua ânsia, que precisava possuir. Queria tanto aquele corpo, meu Deus! E de tanto querer, envergonhou-se. O rubor ligeiro passou-lhe pela face, suada, o coração palpitante acelerou-se e os poros permitiam que o suor saísse mais depressa. “ que vergonha”, pensava. Vergonha de desejar tanto algo que já era seu por tanto tempo. Vergonha, no final, de ter mostrado toda a sua imperfeição, toda a sua parte humana. E então, num gesto impulsivo, daqueles que a gente só percebe depois que já fez, colocou o rosto entre suas mãos, apertando como se aperta um passarinho que não se quer deixar escapar. E beijou-lhe a boca úmida, com um fulgor que já não lhe pertencia mais, e sim à mulher que despertara dentro dela. A alegria, por ter sido tão completamente apaixonada por quem se beijava. E também, no fundo sabia, vergonha por estar ali, como se fosse um erro imperdoável e ela fosse a culpada por ter deixado acontecer. Intenso, apenas afagou-lhe os cabelos e, olhando os olhos cúmplices da mulher, disse: - eu te amo. E sem querer ouviu de volta que também era amada e mais "Você é a criatura mais perfeita que já me apareceu na vida." E ela, cheia das imperfeições, cheia do pecado de desejar tanto e de deixar o tempo passar, tornara-se, aos olhos de quem a acompanhava, perfeita.

sábado, 26 de setembro de 2009

beijo, beijo, beijo.

Ja dizia o poeta, grandes são os sonhos e as pessoas pequenas demais para torna-lás realidade. A unica maneira de não se decepcionar com alguém é não construir sonhos e confiança em cima dela. Mas qual seria a graça da vida sem os sonhos? Sem um momento de fraqueza do qual abrimos mão de ser e de crer e depositamos idéias, sonhos e principalmente segredos em cima de uma pessoa. Acima de tudo quem está ali diante de voce, diante dos seus segredos, é humano, esse é o problema. Humanos tem o velho costume de errar, todos.

domingo, 20 de setembro de 2009

M.

Ele é sensível. Às vezes muito sensível. Gosta da cor laranja, de música e carinho. Tem um coração enorme, uma cabeça fantástica, e tem um cheiro muito bom. Tem muitas qualidades como ser tricolor, gostar de chocolate como eu, ter uma paciência sobre-humana p/ me aturar e ter o melhor abraço de todos. Já me fez chorar sim 'talvez nem saiba', de tristeza e de alegria. As de tristeza aconteceram algumas vezes, e apesar de poucas foram bastante dolorosas. As de alegria foram muitas e me fizeram rir durante semanas. Adoro quando ouço sua voz. Amo falar do seu sorriso {que é o mais lindo de todos}, quando ele diz a coisa certa na hora certa. Odeio quando ele está longe. ;s E é por essas e outras e apesar dessas e de outras que eu escolhi amar só ele e desejo mais que tudo ter ele comigo, aqui. Ah, ele tem muito de todas as coisas boas. Foge à perfeição, claro, mas é uma exceção à regra. É carinhoso e distante em quantidades contraditórias demais, que eu nem faço questão de entender. Ele me faz tremer lá no fundo. Quando ele me olha, faz desaparecer qualquer dúvida, encobre qualquer imperfeição. Quando ele sorri - não qualquer sorriso, aquele feito pra salvar o meu dia -, desperta em mim um desejo cada vez mais forte. Ele me faz sentir - e ter certeza que sinto - o meu maior dom, meu melhor presente divino: o amor paciente. Com ele esqueço das horas. Eu acordo bem no meio da noite e sussurro um eu te amo tão real quanto é meu corpo. O amor que eu sinto por ele é aquele que eu sempre sonhei sentir. Por quem eu entregaria cada gota do meu sangue. Quem desperta em mim toda minha possessão, meu calor, minha simpatia, meu ciúme - aos litros, prontos pra venda -, meu carinho, meu zelo ... Com quem eu viveria uma vida inteira, e seria capaz de criar uma máquina do tempo, pra viver tudo novamente. Ele é ele. Dono do meu coração - com toda a "breguice" contida nessa afirmação HEHE ;$ , do meu amor. Pra ele contaria todos os meus segredos, meus medos, minhas incertezas. Aquele por quem eu, certamente, daria tudo o que eu tivesse pra fazê-lo bem. Ele é o dono de todas essas letras e das minhas canções. Por quem eu, infinitamente, estou apaixonada. E quero pra mim. O único que me completa absurdamente bem.

Essa é a UNICA coisa que nao foi feita por mim, em todo o blog. Mas, mais do que merecido.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

presente.


Me peguei pensando em voce, em como te escrever, como transformar em palavras as emoções que sinto ao lembrar teu nome. Como falar de alguém que me conhece tão a fundo, alguém que não sei como mas consegue expressar exatamente o que sou, quem sou, consegue chegar na minha essência como poucos. Como transmitir a essa pessoa a minha outra parte. Como mostrar minha parte fraca - por menor que essa seja - a esse alguém que conhece milimetricamenete meu lado forte. Como dizer que mesmo querendo muito está só, agora, existe algo em mim que precisa desse seu amor. Como demonstrar que apesar de me animar com paixões quentes, que começam, acontecem e acabam em minutos, que me apeteço com suspiros altos ao ouvido, gemidos e tudo que uma loucura traz, eu necessito para sobreviver de um amor puro com o que voce tem pra me dar. Como posso deixar isso claro a esse alguém que tem uma opinião tão minuciosa, precisa e mínima do que sou?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

sempre.

Será que tem alguém que vai dizer que conhece o nosso início? Nós não temos início, assim como não teremos jamais fim... não adianta procurar, o inicio nunca existiu, assim como o fim nunca virá. As de sempre, pra sempre. Vieram amores, deixaram marcas, fizeram história, mas se foram. Vieram doenças, farras, festas, vieram filhos! vieram crises familiares, existenciais. Vieram anos, viagens, separações. Inúmeras coisas vieram, mas ficaram e depois passaram... Mas vocês não, vocês vieram com a certeza e a disposição de ficar, e não só ficar, ficar e apoiar, servir de alicerce pra o que quer que venha a ser construído. Vocês são minha certeza de luz quando o sol não me aparecer. Vocês são o ontem, o hoje e o sempre.

Kátna Thalyta, Camila Alves ♥

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o que passou, calou.

A unica solução é permitir que morra o pequeno pedaço seu que ainda existia em mim. Deixarei que morra o meu desejo por seus olhos, seu toque, suas mãos e seu rosto confuso. Tenho que dar a morte de ti a mim, pq além da morte, só existe mágoa a dar. Não posso mais querer, pq dentro de mim já esta tudo terminado, o fim está consumado. Tudo está vazio, vazio de voce.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Surpresas

Notícias. Surpresas Boas. Tanta coisa pra ser dita em tão pouco tempo. Tantan coisa pra se escutar de um só jeito. Surpresas, de ambas as partes. Surpresas. Ou será que não existem só duas partes? Quantas partes! Surpresa com estas partes também. Surpresas só existem no presente, no futuro não será mais surpresa pra ninguém. Mas ainda estamos no presente.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

É só o que dizem

Dizem por ai que o seu sorriso é mais bonito quando eu o faço aparecer. Dizem que os seus olhos por menor que sejam, se destacam com a minha presença. Andam dizendo que a felicidade só te quer quando eu te entrego ela pelas minhas próprias mãos. O que chega aos meus ouvidos é que a tua pele fica mais limpa, o teu cheiro fica mais forte, tuas atitudes mais firmes e que isso tudo sem mim, não aparece. Dizem que as suas noites são mais calmas, os teus dias mais agitados, quando pensa em mim. Dizem que a Lua é feita só pra você, que a praia te completa. Andam dizendo por ai que eu te faço um bem enorme, e que você concorda com isso.