quinta-feira, 18 de março de 2010

Libélulas.

As libélulas, com cinco espécies ameaçadas e uma provavelmente extinta. Existem no Brasil mais de 1.200 das 5.000 espécies de libélula que povoam o mundo inteiro. Apesar das várias denominações vulgares, como lavadeira, cavalinho do diabo, pito, e canzil, seu nome mais comum, libélula, pode ter-se originado dos termos latinos, libellulus, o diminutivo de livro (liber), devido à semelhança de suas asas com um livro aberto, ou libella, que significa balança, e aí o movimento de suas asas, que oscilam levemente durante o vôo, daria respaldo a esta interpretação. Graças ao fantástico aparelhamento biológico que possui, uma libélula consegue planar, o que é impossível para a maioria dos insetos alados. Enquanto uma abelha vibra suas asas 4 vezes por segundo e muitos mosquitos imprimem até 8 batidas, a libélula bate suas asas 50 vezes por segundo. De acordo com a espécies, o tempo de vôo pode variar de dias, como ocorre com as espécies migratórias que possuem asas mais largas e conseguem planar nas correntes aéreas, a alguns minutos por dia. Em média, elas se mantêm voando por 5 a 6 horas diariamente. O absoluto controle de vôo da "demoiselle" (senhorita, como a libélula é chamada pelos franceses), inspirou o brasileiro Alberto Santos-Dumont na criação de seu modelo mais bem sucedido: o Demoiselle. Irrequieta, voando incessantemente, planando, dando rasantes, subindo ou pousando como um helicóptero, a libélula parece ter sempre muita pressa. E motivos não faltam para isso. Toda libélula está sempre vivendo o ponto culminante de sua vida e não tem tempo a perder. 2 meses corresponde, em algumas espécies, a menos de 10% de seu tempo total de vida. Será preciso entender rapidamente as regras do jogo no novo ambiente, aprendendo a evitar seus predadores e caçando suas presas. Aparelhada com o maior olho proporcional do reino animal, a libélula usa seu sofisticado aparelho visual como um radar. Posicionando-se sempre contra a luz solar, é capaz de detectar movimentos imperceptíveis aos nossos olhos. Em centésimos de segundo, ela identifica se é uma presa, um predador, um rival ou uma possível parceira. Aos inimigos, a lei-do-mais-forte. Aos machos rivais, um violento ataque servirá para marcar presença no território. Caso seja uma fêmea, será o início de um complicado malabarismo, essencial para a preservação da espécie. A cor definitiva do corpo e da asa das libélulas demora alguns dias para se fixar, seguindo diversos matizes de azul, amarelo e vermelho. Em algumas espécies a coloração predomina nas asas, enquanto outras possuem o abdômen colorido e asas transparentes. As cores chamativas e dois pares de asas que não se dobram as tornam incapazes de esconder-se na vegetação, representando uma desvantagem competitiva. Os olhos com visão panorâmica e a habilidade de voar verticalmente, contrabalançam esta equação evolutiva, que tem sido favorável às libélulas.

Caçador e caça

Predadora voraz em seu ambiente, a libélula é capaz de comer 14% de seu peso se alimentando apenas de outros insetos voadores __ abelhas, moscas, besouros, vespas, outras libélulas menores, pernilongos e até o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue __ em um único dia de sua curta existência fora da água. Vivendo apenas de um a dois meses com suas asas, depois de ter passado até cinco anos no ambiente aquático, ela tem pouco tempo para encontrar parceiros e procriar, antes que um predador a encontre primeiro. Recentes pesquisas demonstraram que um pequeno besouro realiza por dia cerca de 150 vôos, conseguindo um índice de sucesso nas caçadas de 43% e comendo 11% do seu peso. Já a libélula, mesmo com pouco tempo de "brevê", realiza duas vezes mais vôos e tem sucesso em 51% de suas investidas.

Se tem libélula, a água está limpa

Quem tiver dúvidas quanto à qualidade da água de um rio ou lago pode fazer o "teste da libélula", que consiste na simples observação se há libélulas na área. Todo rio ou lago com águas limpas tem libélula. No entanto, a menor alteração físico-química da água ou do ar já será suficiente para expulsá-las, além de impedir que dos ovos saiam novas larvas.

Duas metades de um só coração

O tempo de procriação pode variar de alguns minutos em pleno vôo até várias horas de um acasalamento pousado. O que não muda é a posição insólita em forma de coração, formado pelo corpo retorcido do macho e da fêmea. Quando o macho está na presença da fêmea, ele precisa encostar seu pênis, localizado no segundo segmento de seu abdômen, no nono (e penúltimo) segmento, onde são produzidos os espermatozóides. Depois de transportar seu próprio esperma até o pênis, o macho segura a fêmea pela cabeça com uma pinça localizada na extremidade de seu corpo. A fêmea, então, faz também um contorcionismo para que seu orgão genital, localizado no penúltimo segmento, encontre o pênis do macho, formando o coração. Depois da fecundação, os ovos são liberados dentro da água ou em alguma planta submersa.

A larva se tranforma em avião.
Suas asas, úmidas, precisarão de duas a três horas para se solidificarem em contato com o ar, quando a libélula estará, então, aparelhada e pronta para decolar.


* Marcelo Szpilman é Biólogo Marinho, Diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor do Informativo do Instituto e autor dos livros Guia Aqualung de Peixes e Seres Marinhos Perigosos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Realidade.

Aprendi a lidar, a brincar e a sorrir depois de longos minutos, dias quem sabe, para o tempo. Do inicio desse tempo só nuvens, mas depois eu vi um céu azul, imenso, infinito! Descobri na prática o que a muito já sabia na minha humilde teoria... Eu faço o meu mundo e de tabela, meu tempo. Incrivelmente ele me transforma e quanto mais o tenho, mas transformação há, e eu fiquei incrivelmente feliz com isso. É uma questão de querer aprender, ou melhor, de esperar aprender. Veja só, estou falando do tempo de novo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Visitas diárias *---*

Sempre sonhei em ter alguém que sempre pensasse em mim, em poder pensar em alguém e ter a certeza que naquele momento esse alguém está pensamento em mim tbm. Alguém que mandasse msg antes mesmo que eu pensasse em mandar. Sonhei com alguém simples, mas de tão simples, que se tornasse especial. Sonhei com alguém inteligente, mas que não fosse chato, para que pudessemos conversar besteiras e as lembrasse antes de dormir. Sonhei com alguém que me escutasse que me desse colo, enxugasse minhas lágrimas, mais que isso, que não tivesse intenção nhm de deixa-lás cair. Alguém em quem pensar, que me desse saudade só em pensar de viajar. Sonhei com alguém sincero, não não! Inocente eu diria. Sonhei com alguém que errasse, assim como eu, mas que entendesse, superasse e concertasse as mancadas. Sonhei com alguém pra ter uma história cmg, que fizesse a minha e que me deixasse desenhar traços no seu caminho. Que não tivesse vergonha de nada, que achasse graça das minhas piadas. Sonhei com alguém que me chamasse de minha, que sonhasse comigo tbm. Sonhei com alguém teimoso, persistente que quando não conseguir, tente de novo. Sonhei tanto que agora acordei e descobri que sonhos viram realidade.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

:x

Me deixa dizer, explicar a você o quanto de ti a em mim. Preciso mostrar que nada é como parece, que dentro de mim a alguém que te quer tanto bem e que anda pensando e fazendo planos de você. Dentro do alguém que sou, existe um alguém que sonha num futuro com você sem que o alguém que sou tenha percebido até agora. Esse alguém precisa de você, mas eu já disse isso. Esse alguém admira você, mas eu também já disse isso. Admira o seu jeito de olhar, de falar, de abraçar, de cantar *-* e como admira! Esse alguém aqui de dentro do meu alguém, vive um pouco do seu alguém também.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Amor, com 'A', maiúsculo.

O meu amor sentiu pena, sentiu, eu sei. Ele viu que durante todo esse tempo eu dei o melhor. Tentei ser certa e fazer o certo. Viu que por ele eu enfrentei céus e terras, 'Deus e o mundo', por esse sentimento. Ele é testemunha do quanto quis que crescesse, fosse feliz e desse bons frutos. Mas ele estava sempre distante. As mãos que se encontrava o levava cada vez mais pra longe e durante todo esse tempo, pouco a pouco, o vi mais distante. As mãos que estava, estavam cada vez mais seguras e tinham outros planos, por isso o amor ficou longe. Desde então, de tal distância, passei a vê-lo cada vez menor. Resolvi dar um tempo, esquece-lo. Inútil. Resolvi então resgatá-lo. A saudade de vê-lo grande, como era, estava presente. Saudade de vê-lo, senti-lo em mim. Assim, vi que por mais que chegasse perto, não fazia sentido, por mais que diminuísse a distancia o tamanho era o mesmo! A distancia, os quilômetros que estávamos, não era o motivo de vê-lo tão minúsculo. Não mais. Só agora, de perto novamente, percebi que o amor não está mais naquelas mãos de antes. Tinha sido colocado sobre uma mesa no cantinho do quarto da bagunça. Aquelas mãos, depois de um tempo voltaram a procura-lo mas, de tão pequeno, se tornou impossível acha-lo entre tanta bagunça, onde foi forçado a se misturar. O amor tão lindo, perfeito e bem cuidado, como sempre foi, no meio de tanta desarrumação e tanta sujeira, naquele canto. O amor se viu pequeno, e pior, eu o vi tão pequeno diante do que foi. Não faz mais sentido, tanta alegria, tanto carinho, respeito, tanta compreensão e tanto aconchego para um amor tão frágil, que, talvez, nem suportaria tanto. Tudo o que foi, continua da mesma forma. Eu e todas essas atitudes mas o amor não. O amor pulou da mesa tentando ir ao meu encontro mas, de tão pequeno, frágil, mal alimentado e mal cuidado, por aquelas mãos que um dia lhe dei, espatifou-se e morreu de uma queda tão boba que comparada a antes só teria sido um belo salto. O meu enorme, forte e lindo amor, se foi. Só restou um minúsculo fraco e agora morto amor. Faça dele o que quiser, não sei se acredito em ressurreição.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

de quem tem medo, o medo passa com o vento;

Ainda estavam suados, ofegantes, como sempre na mesma situação. Deitados um do lado do outro, talvez por cima, um tanto quanto. Se olhavam, em silêncio. No olhar, a quietude dos amantes, sempre a espera de um vestígio de barulho, aquela que diz tantas coisas, tantas coisas, sem ser preciso dizer nada. As bocas entreabertas, tão próximas, suplicantes por mais beijos, soltavam a respiração alta, entrecortada, impossível não se ouvir. Ela, tão frágil, desnuda. Sem a maquiagem e as roupas. Sem ter algo com o que se esconder diante daquela figura imponente, forte, que a queria tanto, independente de nada e nem ninguém, naquele momento eu só o que queria, a queria. Ah, sim, ela era mulher, sentia-se assim: mulher. Os cabelos lisos descendo pelos seios belos, simetricamente perfeitos, dos bicos minúsculos e rosados. Era tão cheia de detalhes. Detalhes esses tão conhecidos por quem está ao seu lado. Pois que era mesmo. Aquele corpo ofegante perto do seu era velho conhecido. Os dois amantes já não encontravam mais tantas surpresas ao se amarem, uma vez que tudo o que havia de novo foi desvendado. Ela, que tbm conhecia cada detalhe do corpo, podia citar de olhos fechados todas as marcas adquiridas de um tempo pra cá, cada mínima parte era sua, pertencia-lhe. E mesmo assim, desejava-o tanto, na sua ânsia, que precisava possuir. Queria tanto aquele corpo, meu Deus! E de tanto querer, envergonhou-se. O rubor ligeiro passou-lhe pela face, suada, o coração palpitante acelerou-se e os poros permitiam que o suor saísse mais depressa. “ que vergonha”, pensava. Vergonha de desejar tanto algo que já era seu por tanto tempo. Vergonha, no final, de ter mostrado toda a sua imperfeição, toda a sua parte humana. E então, num gesto impulsivo, daqueles que a gente só percebe depois que já fez, colocou o rosto entre suas mãos, apertando como se aperta um passarinho que não se quer deixar escapar. E beijou-lhe a boca úmida, com um fulgor que já não lhe pertencia mais, e sim à mulher que despertara dentro dela. A alegria, por ter sido tão completamente apaixonada por quem se beijava. E também, no fundo sabia, vergonha por estar ali, como se fosse um erro imperdoável e ela fosse a culpada por ter deixado acontecer. Intenso, apenas afagou-lhe os cabelos e, olhando os olhos cúmplices da mulher, disse: - eu te amo. E sem querer ouviu de volta que também era amada e mais "Você é a criatura mais perfeita que já me apareceu na vida." E ela, cheia das imperfeições, cheia do pecado de desejar tanto e de deixar o tempo passar, tornara-se, aos olhos de quem a acompanhava, perfeita.

sábado, 26 de setembro de 2009

beijo, beijo, beijo.

Ja dizia o poeta, grandes são os sonhos e as pessoas pequenas demais para torna-lás realidade. A unica maneira de não se decepcionar com alguém é não construir sonhos e confiança em cima dela. Mas qual seria a graça da vida sem os sonhos? Sem um momento de fraqueza do qual abrimos mão de ser e de crer e depositamos idéias, sonhos e principalmente segredos em cima de uma pessoa. Acima de tudo quem está ali diante de voce, diante dos seus segredos, é humano, esse é o problema. Humanos tem o velho costume de errar, todos.

domingo, 20 de setembro de 2009

M.

Ele é sensível. Às vezes muito sensível. Gosta da cor laranja, de música e carinho. Tem um coração enorme, uma cabeça fantástica, e tem um cheiro muito bom. Tem muitas qualidades como ser tricolor, gostar de chocolate como eu, ter uma paciência sobre-humana p/ me aturar e ter o melhor abraço de todos. Já me fez chorar sim 'talvez nem saiba', de tristeza e de alegria. As de tristeza aconteceram algumas vezes, e apesar de poucas foram bastante dolorosas. As de alegria foram muitas e me fizeram rir durante semanas. Adoro quando ouço sua voz. Amo falar do seu sorriso {que é o mais lindo de todos}, quando ele diz a coisa certa na hora certa. Odeio quando ele está longe. ;s E é por essas e outras e apesar dessas e de outras que eu escolhi amar só ele e desejo mais que tudo ter ele comigo, aqui. Ah, ele tem muito de todas as coisas boas. Foge à perfeição, claro, mas é uma exceção à regra. É carinhoso e distante em quantidades contraditórias demais, que eu nem faço questão de entender. Ele me faz tremer lá no fundo. Quando ele me olha, faz desaparecer qualquer dúvida, encobre qualquer imperfeição. Quando ele sorri - não qualquer sorriso, aquele feito pra salvar o meu dia -, desperta em mim um desejo cada vez mais forte. Ele me faz sentir - e ter certeza que sinto - o meu maior dom, meu melhor presente divino: o amor paciente. Com ele esqueço das horas. Eu acordo bem no meio da noite e sussurro um eu te amo tão real quanto é meu corpo. O amor que eu sinto por ele é aquele que eu sempre sonhei sentir. Por quem eu entregaria cada gota do meu sangue. Quem desperta em mim toda minha possessão, meu calor, minha simpatia, meu ciúme - aos litros, prontos pra venda -, meu carinho, meu zelo ... Com quem eu viveria uma vida inteira, e seria capaz de criar uma máquina do tempo, pra viver tudo novamente. Ele é ele. Dono do meu coração - com toda a "breguice" contida nessa afirmação HEHE ;$ , do meu amor. Pra ele contaria todos os meus segredos, meus medos, minhas incertezas. Aquele por quem eu, certamente, daria tudo o que eu tivesse pra fazê-lo bem. Ele é o dono de todas essas letras e das minhas canções. Por quem eu, infinitamente, estou apaixonada. E quero pra mim. O único que me completa absurdamente bem.

Essa é a UNICA coisa que nao foi feita por mim, em todo o blog. Mas, mais do que merecido.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

presente.


Me peguei pensando em voce, em como te escrever, como transformar em palavras as emoções que sinto ao lembrar teu nome. Como falar de alguém que me conhece tão a fundo, alguém que não sei como mas consegue expressar exatamente o que sou, quem sou, consegue chegar na minha essência como poucos. Como transmitir a essa pessoa a minha outra parte. Como mostrar minha parte fraca - por menor que essa seja - a esse alguém que conhece milimetricamenete meu lado forte. Como dizer que mesmo querendo muito está só, agora, existe algo em mim que precisa desse seu amor. Como demonstrar que apesar de me animar com paixões quentes, que começam, acontecem e acabam em minutos, que me apeteço com suspiros altos ao ouvido, gemidos e tudo que uma loucura traz, eu necessito para sobreviver de um amor puro com o que voce tem pra me dar. Como posso deixar isso claro a esse alguém que tem uma opinião tão minuciosa, precisa e mínima do que sou?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

sempre.

Será que tem alguém que vai dizer que conhece o nosso início? Nós não temos início, assim como não teremos jamais fim... não adianta procurar, o inicio nunca existiu, assim como o fim nunca virá. As de sempre, pra sempre. Vieram amores, deixaram marcas, fizeram história, mas se foram. Vieram doenças, farras, festas, vieram filhos! vieram crises familiares, existenciais. Vieram anos, viagens, separações. Inúmeras coisas vieram, mas ficaram e depois passaram... Mas vocês não, vocês vieram com a certeza e a disposição de ficar, e não só ficar, ficar e apoiar, servir de alicerce pra o que quer que venha a ser construído. Vocês são minha certeza de luz quando o sol não me aparecer. Vocês são o ontem, o hoje e o sempre.

Kátna Thalyta, Camila Alves ♥